BRASIL E 14 PAÍSES NÃO RECONHECEM AS ELEIÇÕES DA VENEZUELA.
#Nota afirma que os 14 países concordaram ainda em reduzir o nível das relações diplomáticas com Caracas e estabeleceu diretrizes de caráter econômico e financeiro contra Caracas.
Em nota emitida na manhã desta segunda-feira (21), o governo brasileiro, juntamente com os países integrantes do Grupo de Lima, afirmou que não reconhece a legitimidade do processo eleitoral realizado pela Venezuela no domingo, que deu a vitória a Nicolás Maduro para um novo mandato até 2025. O documento afirma que os 14 países concordaram ainda em reduzir o nível das relações diplomáticas com Caracas e estabeleceu diretrizes de caráter econômico e financeiro contra Caracas.
A nota, assinada ainda por Argentina, Canadá, Colômbia e mais 10 países, tem um tom duro alertando para o risco da concessão de crédito ao país e anunciando medidas de monitoramento de atividades ilícitas, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o governo de Maduro, no poder desde 2013. Ela cita ainda que os países convocarão embaixadores para consultas --o Brasil não tem embaixador no país desde o fim do ano passado.
O texto destaca a crise humanitária pela qual passa a Venezuela, e prevê a coordenação de ações de saúde pública dos países para atender emergências sanitárias, como sarampo e malária, e receber a onda de refugiados. O grupo quer definir as regras em conjunto para uma "resposta abrangente, incluindo questões de facilidades migratórias e documentos de identidade." Uma reunião para debater a questão será realizada no Peru em junho.
Maduro foi reeleito neste domingo com 68% dos votos, contra o opositor Henri Falcón (21%). No entanto, o pleito teve abstenção de cerca de 54% das 20,5 milhões de pessoas registradas para votar. Falcón não reconheceu os resultados da eleição e denunciou irregularidades em postos de votação. O opositor pede um novo pleito em outubro.

Em uma nota separada, o Itamaraty lamentou que o "governo venezuelano não tenha atendido aos repetidos chamados da comunidade internacional pela realização de eleições livres, justas, transparentes e democráticas". A chancelaria brasileira afirma ainda que, nas condições em que a votação foi realizada, "com numerosos presos políticos, partidos e lideranças políticas inabilitados, sem observação internacional independente e em contexto de absoluta falta de separação entre os poderes, o pleito do dia 20 de maio careceu de legitimidade e credibilidade".
"As eleições de ontem aprofundam a crise política no país, pois reforçam o caráter autoritário do regime, dificultam a necessária reconciliação nacional e contribuem para agravar a situação econômica, social e humanitária que aflige o povo venezuelano, com impactos negativos e significativos para toda a região, em particular os países vizinhos", diz o Itamaraty.
Além do Grupo de Lima, EUA afirmaram que não reconhecerão o resultado das eleições na Venezuela. Antes mesmo de sair o resultado, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, classificou as eleições presidenciais na Venezuela como "fraudulentas" e disse que a votação "não muda nada" o cenário do país.
Entre os países que reconheceram o pleito e parabenizaram Maduro estão Cuba, El Salvador, Bolívia, Irã, China e Rússia.
Em nota emitida na manhã desta segunda-feira (21), o governo brasileiro, juntamente com os países integrantes do Grupo de Lima, afirmou que não reconhece a legitimidade do processo eleitoral realizado pela Venezuela no domingo, que deu a vitória a Nicolás Maduro para um novo mandato até 2025. O documento afirma que os 14 países concordaram ainda em reduzir o nível das relações diplomáticas com Caracas e estabeleceu diretrizes de caráter econômico e financeiro contra Caracas.
A nota, assinada ainda por Argentina, Canadá, Colômbia e mais 10 países, tem um tom duro alertando para o risco da concessão de crédito ao país e anunciando medidas de monitoramento de atividades ilícitas, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o governo de Maduro, no poder desde 2013. Ela cita ainda que os países convocarão embaixadores para consultas --o Brasil não tem embaixador no país desde o fim do ano passado.
O texto destaca a crise humanitária pela qual passa a Venezuela, e prevê a coordenação de ações de saúde pública dos países para atender emergências sanitárias, como sarampo e malária, e receber a onda de refugiados. O grupo quer definir as regras em conjunto para uma "resposta abrangente, incluindo questões de facilidades migratórias e documentos de identidade." Uma reunião para debater a questão será realizada no Peru em junho.
Maduro foi reeleito neste domingo com 68% dos votos, contra o opositor Henri Falcón (21%). No entanto, o pleito teve abstenção de cerca de 54% das 20,5 milhões de pessoas registradas para votar. Falcón não reconheceu os resultados da eleição e denunciou irregularidades em postos de votação. O opositor pede um novo pleito em outubro.
Em uma nota separada, o Itamaraty lamentou que o "governo venezuelano não tenha atendido aos repetidos chamados da comunidade internacional pela realização de eleições livres, justas, transparentes e democráticas". A chancelaria brasileira afirma ainda que, nas condições em que a votação foi realizada, "com numerosos presos políticos, partidos e lideranças políticas inabilitados, sem observação internacional independente e em contexto de absoluta falta de separação entre os poderes, o pleito do dia 20 de maio careceu de legitimidade e credibilidade".
"As eleições de ontem aprofundam a crise política no país, pois reforçam o caráter autoritário do regime, dificultam a necessária reconciliação nacional e contribuem para agravar a situação econômica, social e humanitária que aflige o povo venezuelano, com impactos negativos e significativos para toda a região, em particular os países vizinhos", diz o Itamaraty.
Além do Grupo de Lima, EUA afirmaram que não reconhecerão o resultado das eleições na Venezuela. Antes mesmo de sair o resultado, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, classificou as eleições presidenciais na Venezuela como "fraudulentas" e disse que a votação "não muda nada" o cenário do país.
Entre os países que reconheceram o pleito e parabenizaram Maduro estão Cuba, El Salvador, Bolívia, Irã, China e Rússia.

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