GIRO DA NOTÍCIA

PROTESTO EM MADRI CRITICA ELEIÇÕES NA VENEZUELA.

#Protesto em Madri também teve a presença do opositor Léster Toledo, foragido da justiça de seu país e que afirmou aos jornalistas presentes que na Venezuela.


Centenas de venezuelanos, entre eles o ex-prefeito de Caracas e líder opositor Antonio Ledezma, protestaram neste domingo em Madri contra as eleições presidenciais promovidas pelo governo de Nicolás Maduro e para pedir à comunidade internacional que não respalde os resultados.

Além disso, os manifestantes pediram a libertação dos políticos presos na Venezuela e criticaram o ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que está em Caracas como observador internacional, por "dizer que o pleito será livre".

Em passeata, os manifestantes percorreram o centro da capital espanhola com uma grande bandeira venezuelana e cartazes com palavras de ordem como "Venezuela Livre", "Queremos liberdade" e "Chega de ditadura na Venezuela". Alguns também levavam cruzes pretas com os nomes de presos políticos.

"Queremos denunciar ao mundo a farsa eleitoral que está se perpetuando e sendo realizada na Venezuela e fazer um apelo à comunidade internacional para que seja solidária com a nossa causa e continue pressionado uma narcotirania que é presidida por quem está à margem da lei", disse Ledezma à imprensa espanhola.

O líder opositor considera que as eleições são uma "farsa, truque, armadilha e um fraude", pois "não são livres e não há auditoria, mas observadores que são amigos incondicionais do regime de Maduro, como Zapatero".

O protesto em Madri também teve a presença do opositor Léster Toledo, foragido da justiça de seu país e que afirmou aos jornalistas presentes que na Venezuela "há uma coroação de Nicolás Maduro em uma espécie de eu contra eu mesmo".

"Não há candidatos opositores, não há partidos de oposição e há uma tentativa de lavar a cara de Maduro e sua tentativa de continuar acompanhar no poder".

"Pedimos à União Europeia para que não aprove o resultado das eleições", afirmou Toledo, acrescentando que enquanto Maduro continuar no poder "a crise humanitária e política não vai mudar".

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