TRUMP ASSINA DECRETO QUE ACABA COM SEPARAÇÃO DE FAMÍLIAS DE IMIGRANTES.
#Trump sofreu uma avalanche de críticas por sua política de "tolerância zero" sobre a imigração ilegal, lançada no começo de maio, que levou à separação de mais de 2.300 menores de seus pais.
Trump sofreu uma avalanche de críticas por sua política de "tolerância zero" sobre a imigração ilegal, lançada no começo de maio, que levou à separação de mais de 2.300 menores de seus pais, a maioria fugindo da violência que assola a América Central.
"Não gostei de ver as famílias separadas", disse Trump, ao assinar o decreto. "Acho que qualquer um com um coração poderia agir da mesma maneira", acrescentou, destacando que sua filha, Ivanka, e sua esposa, Melania, tinham sentimentos "muito fortes" sobre a questão.
No entanto, ressaltou que a luta contra a imigração ilegal na fronteira será "igualmente dura, senão mais dura".
Segundo o decreto, o governo tem a intenção de reter as famílias indefinidamente, ao questionar o Acordo de Flores de 1997, que estabelece um limite de 20 dias para a detenção das crianças, junto com seus pais.
Antes de Trump anunciar a medida, o presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, informou que nesta quinta-feira (21) submeterá a votação um projeto de lei para atender à questão, que também busca resolver a situação dos "dreamers", imigrantes em situação ilegal trazidos ao país quando crianças. "Podemos fazer cumprir nossas leis de imigração sem separar as famílias. A administração diz que quer que o Congresso atue e o estamos fazendo", disse.
Os republicanos controlam a Câmara, mas para que esta lei seja aprovada, ela deve passar pelo Senado, onde a maioria governista é muito frágil (51-49).
Aplicação discreta: A separação familiar de imigrantes ilegais leva anos ocorrendo na fronteira sul, mas até agora era aplicada discretamente por agentes da patrulha fronteiriça.
"Do lado de fora, podíamos escutar as vozes de crianças que pareciam estar brincando ou rindo", disse a pediatra Marsha Griffin, de El Paso (Estado do Texas, na fronteira com o México). "Mas quando nos abriram a porta, vimos umas 20 ou 30 [crianças] de cerca de 10 anos, trancados em um destes recintos de grade metálica. Estavam chorando, gritando e chamando suas mães."
Críticas: "Somos uma nação que aceita a crueldade de arrancar as crianças dos braços de seus pais ou somos uma nação que valoriza as famílias e trabalha para mantê-las unidas?", questionou o ex-presidente Barack Obama.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, considerou como "profundamente perturbadoras" as imagens de "crianças detidas no que parecem ser jaulas". O premiê canadense, Justin Trudeau, qualificou como "inaceitável" esta política.
"A dignidade de uma pessoa não depende de ser cidadão, imigrante ou refugiado. Salvar a vida de quem escapa da guerra e da miséria é um ato de humanidade", lembrou em um tuíte o papa Francisco.
Trump não disse como as mais de 2.300 crianças já separadas de suas famílias vão se reunir a elas. Na terça, um alto funcionário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos admitiu que não têm um sistema estabelecido para fazê-lo. De março a maio deste ano, mais de 50 mil pessoas foram detidas por cruzar ilegalmente a fronteira do México. Aproximadamente, 15% delas chegam como famílias e 8% como menores desacompanhados.
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| Trump assina acordo que proíbe separação de famílias imigrantes que chegam aos EUA |

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