DF REGISTRA DOIS CASOS DE CÂNCER DE PRÓSTATA POR DIA.
#DF registra cerca de 850 novos casos por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
A cada dia, pelo menos dois homens são diagnosticados com câncer de próstata no Distrito Federal. São cerca de 850 novos casos por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do segundo tipo de câncer mais incidente em homens brasileiros, com 28,6% dos casos, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.
Se identificada nos estágios iniciais, a doença tem baixa letalidade: cerca de 20%. Mas quem procura a rede pública de saúde relata dificuldades. O mestre de obras Gildázio Souza Lopes, 73 anos, conta que se passaram quase seis meses do diagnóstico à cirurgia.
O primeiro problema foi na confirmação do diagnóstico. Ele teve de fazer três biópsias para confirmar o que os exames de sangue e de toque retal já indicavam. Depois, a demora foi na marcação da cirurgia.
"Entreguei todos os exames no Hospital de Base e disseram que iam me chamar. Passaram-se dois meses, não chamaram. Fui na secretaria do hospital, e a menina falou, "Olha, seu Gildázio, tem 18 na sua frente". Dois meses depois, ainda tinham 18 na minha frente. Não operaram ninguém", lembra.
Mutirão: O caso de seu Gildázio ocorreu há quase três anos, mas a demora na realização de cirurgias persiste. De acordo com a Secretaria de Saúde, de janeiro a agosto foram realizados 49 procedimentos. Somente no Instituto Hospital de Base foram 60 solicitações desde o ano passado, mas só 23 foram realizadas.
Em função disso, durante o Novembro Azul – mês de conscientização sobre a importância de fazer exames de rotina – desde o dia 5, está sendo realizado um mutirão de cirurgias no Hospital de Taguatinga. Foram escalados urologistas, anestesistas, enfermagem, residentes, voluntários e reservados espaços no centro cirúrgico para esta finalidade. Espera-se que, até o dia 30, 38 pacientes tenham sido beneficiados.
Prevenção e sintomas: O diagnóstico precoce da doença é garantia de vida plena para os pacientes, como seu Gildázio, que, após a cirurgia, vende saúde. Além de trabalhar normalmente, gosta de fazer viagens de carro e mantém a regularidade na vida sexual.
Segundo o urologista Carlos Watannabe, da Aliança Instituto de Oncologia, para que tamanho sucesso seja alcançado, os homens precisam perder o preconceito com os exames preventivos.
"Os homens ficam fazendo piadas, mas as mulheres passam por exames bem mais desagradáveis. O toque é rápido, indolor e dá muita informação no rastreamento do câncer de próstata. Em menos de 10 segundos faz-se o exame", diz o médico.
Homens a partir de 50 anos devem fazer o procedimento. Mas quem tem histórico familiar da doença, é afrodescendente ou obeso, precisa passar por avaliação antes, a partir dos 45.
A cada dia, pelo menos dois homens são diagnosticados com câncer de próstata no Distrito Federal. São cerca de 850 novos casos por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do segundo tipo de câncer mais incidente em homens brasileiros, com 28,6% dos casos, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.
Se identificada nos estágios iniciais, a doença tem baixa letalidade: cerca de 20%. Mas quem procura a rede pública de saúde relata dificuldades. O mestre de obras Gildázio Souza Lopes, 73 anos, conta que se passaram quase seis meses do diagnóstico à cirurgia.
O primeiro problema foi na confirmação do diagnóstico. Ele teve de fazer três biópsias para confirmar o que os exames de sangue e de toque retal já indicavam. Depois, a demora foi na marcação da cirurgia.
"Entreguei todos os exames no Hospital de Base e disseram que iam me chamar. Passaram-se dois meses, não chamaram. Fui na secretaria do hospital, e a menina falou, "Olha, seu Gildázio, tem 18 na sua frente". Dois meses depois, ainda tinham 18 na minha frente. Não operaram ninguém", lembra.
Mutirão: O caso de seu Gildázio ocorreu há quase três anos, mas a demora na realização de cirurgias persiste. De acordo com a Secretaria de Saúde, de janeiro a agosto foram realizados 49 procedimentos. Somente no Instituto Hospital de Base foram 60 solicitações desde o ano passado, mas só 23 foram realizadas.
Em função disso, durante o Novembro Azul – mês de conscientização sobre a importância de fazer exames de rotina – desde o dia 5, está sendo realizado um mutirão de cirurgias no Hospital de Taguatinga. Foram escalados urologistas, anestesistas, enfermagem, residentes, voluntários e reservados espaços no centro cirúrgico para esta finalidade. Espera-se que, até o dia 30, 38 pacientes tenham sido beneficiados.
Prevenção e sintomas: O diagnóstico precoce da doença é garantia de vida plena para os pacientes, como seu Gildázio, que, após a cirurgia, vende saúde. Além de trabalhar normalmente, gosta de fazer viagens de carro e mantém a regularidade na vida sexual.
Segundo o urologista Carlos Watannabe, da Aliança Instituto de Oncologia, para que tamanho sucesso seja alcançado, os homens precisam perder o preconceito com os exames preventivos.
"Os homens ficam fazendo piadas, mas as mulheres passam por exames bem mais desagradáveis. O toque é rápido, indolor e dá muita informação no rastreamento do câncer de próstata. Em menos de 10 segundos faz-se o exame", diz o médico.
Homens a partir de 50 anos devem fazer o procedimento. Mas quem tem histórico familiar da doença, é afrodescendente ou obeso, precisa passar por avaliação antes, a partir dos 45.
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| DF registra dois casos de câncer de próstata por dia |

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