GIRO DA NOTÍCIA

NÚMERO DE BARRAGENS QUE PODEM DESABAR CRESCERAM NO RIO.

#Relatório identificou 14 episódios de acidentes e incidentes, sem vítimas fatais no período observado. Das 45 barragens, 25 pertencem a órgãos e entidades públicas.


O número de barragens com risco de desabamento no país em 2017 aumentou de 25 para 45, segundo um relatório da ANA (Agência Nacional de Águas). A maioria fica no Norte e Nordeste. De acordo com os técnicos, há problemas de baixo nível de conservação, insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade da barragem.

O relatório, divulgado nesta segunda-feira (19), identificou 14 episódios de acidentes e incidentes, sem vítimas fatais no período observado. Das 45 barragens, 25 pertencem a órgãos e entidades públicas.

Embora haja um cadastro no país que reúna as 24.092 barragens para diferentes finalidades, os técnicos calculam que o número de represamento artificial espelhado pelo país seja pelo menos três vezes maior. Segundo a ANA, a quantidade exata só será conhecida quando os órgãos e entidades fiscalizadoras cadastrarem todas as barragens sob sua jurisdição.

Segundo a ANA, R$ 34 milhões foram aplicados, no ano passado, para serviços de operação, manutenção e recuperação de barragens. Em 2016, foram investidos R$ 12 milhões.

Elaborado anualmente, o relatório se baseia em informações enviadas pelas entidades ou órgãos fiscalizadores de segurança de barragens no Brasil. O documento é remetido pela agência ao CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos), que o remete ao Congresso Nacional.

Tragédia de Mariana: Neste mês, a tragédia de Mariana, em Minas Gerais, completou três anos. Na ocasião, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu liberando rejeitos de mineração no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas, como o distrito de Bento Rodrigues. Para piorar, também houve a poluição da bacia do Rio Doce e a devastação de vegetação. Desde novembro de 2016, tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) uma ação criminal sobre a tragédia, que se tornou o maior desastre ambiental já registrado no país.

*Com Agência Brasil

Número de barragens que podem desabar crescem no Rio

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