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QUEM É O GENERAL MORTO EM BAGDÁ?

#Soleimani era muito próximo do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e sobreviveu a diversas tentativas de assassinato nas últimas décadas. Sua morte tem um grande impacto em um momento de escalada de tensão entre os EUA e o Irã, que se reflete especialmente no Iraque.





Qassem Soleimani, general morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá (Iraque) na quinta-feira (02), era um dos homens mais poderosos do Irã. Ele era major-general da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária, e apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do seu país.

Soleimani era muito próximo do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e sobreviveu a diversas tentativas de assassinato nas últimas décadas. Sua morte tem um grande impacto em um momento de escalada de tensão entre os EUA e o Irã, que se reflete especialmente no Iraque.

Desde o fim de outubro, militares e diplomatas americanos foram alvo de ataques e, na semana passada, um funcionário dos EUA morreu em um bombardeio com foguetes. A crise subiu de patamar na terça-feira (31), quando milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá. Trump acusou o Irã de estar por trás da ação e prometeu retaliação.

A invasão da embaixada foi uma resposta a um ataque americano na fronteira com a Síria que matou 25 combatentes das Forças de Mobilização Popular do Iraque no domingo (29).

Em abril de 2019, os Estados Unidos designaram a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Foi a primeira vez que Washington rotulou formalmente uma unidade militar de outro país como terrorista.

A Guarda Revolucionária Iraniana é uma organização criada após a Revolução Islâmica de 1979. Na ocasião, o governo do país passou a ser supervisionado pelo clero. É uma espécie de exército paralelo que responde somente ao aiatolá Ali Khamenei, que ocupa o posto há 30 anos.

O professor de Relações Internacionais Tanguy Baghdadi, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirma que o ataque que vitimou o general iraniano é “catastrófico” e prevê uma forte reação do Irã.

“Para a estabilidade regional, a gente não poderia imaginar um cenário mais tenso. O Iraque é um país muito fundamental. Não é por acaso que a gente teve guerra na década de 90. Sempre foi um espaço de disputa entre o Irã e, nas últimas décadas, os EUA”, disse o especialista.

EUA mata general iraniano

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