GIRO DA NOTÍCIA

DO LIXO AO LIXO: VENEZUELA ANUNCIA SAÍDA DA OEA APÓS DECRETAR CALAMIDADE PUBLICA.

#Venezuela se "afoga" em crise financeira sem volta.


A chanceler, Delcy Rodríguez, anunciou nesta Quarta-Feira, 26, no palácio presidencial de Miraflores, que a Venezuela iniciará o processo de saída da Organização dos Estados Americanos, (OEA). A decisão foi tomada após líderes de países da América do Sul decidir, em assembleia, tratar da crise no país vizinho sem a aprovação ou participação do presidente Nicolás Maduro.

Para deixar a OEA, é necessário aguardar dois anos após o início do processo. A Venezuela ainda precisa pagar o que deve ao órgão, cerca de US$ 8,7 milhões, segundo o estipula o artigo 143 da Carta da OEA, o documento fundacional de 1948. "A OEA insistiu com suas ações intrusivas contra a soberania de nossa pátria, então procederemos para sair dessa organização", disse Rodríguez. "Nossa doutrina histórica é marcada pela diplomacia bolivariana da paz, que não tem nada a ver com a OEA", completou.

A primeira ministra se pronunciou em Caracas poucos minutos após a entidade convocar, por votação de 19 dos seus 34 membros, uma reunião para tratar da crise venezuelana. Brasil, México e Argentina são a favor da uma nova eleição presidencial na Venezuela.

O país vizinho já foi expulso do Mercosul no fim de 2016 pelo fato da crise, política e financeira, chegar a proporções graves. A má estrutura da Venezuela, segundo nações parceiras, pode colocar o "Mercosul" em risco afetando os demais integrantes do bloco já em declínio.

A Assembleia Nacional da Venezuela, integrada pela oposição de Maduro, anunciou no dia 15 de Março, (segundo anunciou com exclusividade o Informativo Blog), que o país vive uma crise humanitária alimentícia sem precedentes que afeta 3,5 milhões de venezuelanos. A declaração foi divulgada em texto formal por autoridades políticas da assembleia.

De forma critica a oposição do presidente Maduro afirma no relatório que o modo econômico imposto no país levou à Venezuela ao colapso. “O modelo econômico imposto pelo governo baseado no estatismo, expropriações arbitrárias, controles abusivos de preços e desprezo da iniciativa privada na economia só teve como resultado o colapso em níveis históricos da produção nacional”, afirma o decreto.

A pasta afirma que a inflação no país vizinho chegou há 700% com escassez de produtos básicos superando os 90%. “As más políticas econômicas e o estado crítico da produção nacional que elas ocasionaram geraram uma crise social sem precedentes, que se expressa em 82% dos lares das famílias pobres e no fato de 73% das pessoas estarem perdendo peso”, diz o documento. O texto afirma que 52% das crianças da Venezuela correm risco de desnutrição.

O texto da declaração, aprovado de maneira unânime pela oposição e com ausência da ala governista no parlamento na votação, será enviado à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à ONU.
Venezuela se afunda cada vez mais na crise

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