BRASIL ANUNCIA QUE NÃO RECONHECE VOTAÇÃO CONSTITUINTE NA VENEZUELA.
#Venezuela realizou votação sob protestos e mortes.
Em nota, a chancelaria brasileira afirma que a nova assembleia constituinte "formaria uma ordem constitucional paralela, não reconhecida pela população, agravando ainda mais o impasse institucional que paralisa a Venezuela".
A nota segue dizendo que: "o governo brasileiro condena o cerceamento do direito constitucional à livre manifestação e repudia a violenta repressão por parte das forças do Estado e de grupos paramilitares, como a que aconteceu ao longo do dia de hoje", diz o comunicado. "A iniciativa do governo de Nicolás Maduro viola o direito ao sufrágio universal, desrespeita o princípio da soberania popular e confirma a ruptura da ordem constitucional na Venezuela” diz.
EUA, Colômbia e Argentina também anunciaram que não reconhecerão o resultado. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse que a assembleia é "outro passo para a ditadura" na Venezuela e expressou sua rejeição a um executivo "ilegítimo" nesse país.
Em uma mensagem no Twitter, a diplomata qualificou de "falsas" as eleições convocadas por Maduro sem referendo prévio e a partir das quais mais de 500 membros eleitos da ANC redigirão uma nova Constituição e terão aval para reordenar o Estado. "A eleição falsa de Maduro é outro passo para a ditadura. Não aceitaremos um governo ilegítimo. O povo da Venezuela e sua democracia prevalecerão", escreveu Nikki.
O governo da Argentina disse que a eleição é "ilegal". "O governo argentino lamenta que o governo venezuelano, ignorando os pedidos da comunidade internacional, inclusive dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), tenha prosseguido com a eleição de uma Assembleia Constituinte", disse a chancelaria argentina em um comunicado. Para o governo de Mauricio Macri, a eleição realizada na Venezuela e "não cumpre com os requisitos impostos pela Constituição desse país" e tem a finalidade de "assegurar a continuidade do atual regime" destacou.
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| Países não reconhecem votação na Venezuela |


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