GIRO DA NOTÍCIA

EM COLAPSO: HOSPITAIS PUBLICOS DO RIO ATENDEM UM BALEADO A CADA 90 MINUTOS.

#Rio pode superar número de baleados do ano anterior.


Um levantamento apurado pela Band Tv mostra que a cada 90 minutos uma pessoa é atendida em hospitais federais, municipais e estaduais da região metropolitana do Rio de Janeiro vítima de bala perdida. De Janeiro a Junho deste ano, já foram atendidos 3.083 feridos por armas de fogo em unidades da região. Número que pode bater recorde de 3.870 atendimentos realizados em 2016.

Nos seis primeiros meses de 2017, hospitais da rede estadual atenderam 1.275 baleados. Esse número já é maior que em todo ano passado, quando 996 pessoas foram atendidas no primeiro semestre.

Grande parte dos atendidos nos hospitais foram vítimas por bala de fuzil, munição capaz de derrubar um helicóptero do exercito. “É uma fratura com grande destruição óssea, muitas vezes associada à lesão neurológica, vascular e frequentemente leva a amputação do membro por causa da energia do projétil”, explica o ortopedista Igor Pochmann.

Para o neurocirurgião, Rodrigo Teixeira Marcelos, do Hospital Geral de Nova Iguaçu, referência no atendimento de baleados na Baixada Fluminense, com média de três feridos por dia, a situação do Rio é de “guerra”. “A gente vive hoje no Rio um cenário de guerra. Em um dia, chegamos a atender sete baleados. Isso é situação de calamidade. O hospital faz o possível para ajudar, mas é muito difícil”, conta.

Todos os casos são vítimas da violência que assola o Rio de Janeiro e que vem aumentado a cada mês. O Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) e fez um mapa da violência na capital fluminense e constatou que o Centro e a Zona Oeste da metrópole são às mais violentas.

O local com maior número de registro de crimes como roubos de rua, de carros, de bicicleta e assaltos em geral é a região de Campo Grande, na zona oeste, com 3.260 casos, seguida da região do Engenho Novo, na zona norte, com 2.651. Em terceiro lugar, aparece um dos pontos turísticos da cidade, a Lapa, com 2.580 registros. “Levaram tudo, documento, dinheiro, celular. Assalto à mão armada”, conta o motorista Fernando Rodrigues, morador da Lapa que recentemente foi vítima de um assalto.
Hospitais do Rio atendem um baleado a cada 90 minutos

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