DANDO PREJUÍZO AO BRASIL; TABACO PODE MATAR 8 MILHÕES DE PESSOAS ATÉ 2030.
#Tabaco rendeu apenas R$ 9,473 bilhões ao Brasil.
Os dados estão no estudo “Uma análise ampla da tributação de cigarros no Brasil”, do técnico Nelson Leitão Paes, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o levantamento, os valores incluem o desembolso da saúde pública com os tratamentos, além da perda de produtividade, pela redução da capacidade laboral e das faltas ao trabalho do fumante. “O tabaco diminui o estoque de mão de obra na economia”, explicou Paes.
Nelson Leitão Paes destaca que:“apenas aumentar alíquotas sem aprimorar a repressão ao mercado ilegal, responsável por quase 30% do consumo, enfraquece o uso da tributação como instrumento de combate ao fumo”, reforçou o técnico. Isso porque, apesar de alta, a carga tributária no Brasil não é das mais elevadas em relação a outros países. “A arrecadação com o cigarro vem perdendo importância ao longo do tempo. Caiu pela metade entre 1999 e 2012. O país precisaria mais que dobrar a arrecadação, retornando aos patamares de 1999”, frisou.
Como exemplo, Paes citou que o preço do cigarro cresce abaixo da inflação e dos reajustes do salário mínimo. As alíquotas precisariam acompanhar a evolução da renda no país. Ele apontou que, em 2013, o cigarro mais caro custava R$ 5. Se o preço acompanhasse a variação inflacionária, entre 1998 e 2013, seria 11% mais caro: R$ 5,56. Caso o valor fosse corrigido pela evolução do mínimo, seria 38% mais alto: R$ 6,91. Aliados a isso, os baixos custos de produção no Paraguai, a existência de canais de distribuição e a fragilidade nas fronteiras brasileiras complicam o combate ao tabagismo no país.
Estima-se que a produção de cigarros no Paraguai, em 2012, tenha sido de cerca de 67 bilhões de unidades, dos quais 26 bilhões contrabandeados para o Brasil. “Segundo estimativas da indústria, o contrabando era responsável, em 2012, por 17,4% do mercado brasileiro. Outros 10,9% se referem ao mercado informal, ou seja, à produção e à comercialização de cigarros no Brasil sem o pagamento de tributos”, apontou o estudo. “Isso requer que o país continue investindo em outras formas de desestimular o consumo, como a proibição de fumar em locais fechados, a proibição de propagandas e o uso de imagens negativas estampadas nos maços de cigarro”, disse Paes.
Dependência: No Brasil, 428 pessoas morrem por dia em consequência do tabagismo — por doença pulmonar crônica, diversos tipos de câncer e doenças coronarianas e cerebrovasculares.
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