ONDA DE FRIO INTENSO MATOU 10 PESSOAS EM UMA SEMANA NO PAÍS.
#Frio intenso matou um em Porto Alegre, um em Goiânia, um em BH e 8 em São Paulo.
Um casal e uma criança de dois anos foram achados mortos dentro de casa na noite desta terça-feira (9) em Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo.
A principal suspeita da polícia é de que a família tenha morrido asfixiada após ter inalado fumaça de uma churrasqueira a carvão que estava instalada dentro do cômodo em que eles estavam.
O objeto, diz a polícia, pode ter sido usado para aquecer o quarto da família do frio que atinge a Grande São Paulo desde a última semana.
Morreram Uildes Lima Moreira, 27, Brenno Pinheiro, 2, e a mulher, ainda não identificada pela Polícia Civil.
Goiânia: Um morador de rua foi encontrado morto, no início da manhã deste domingo (7), em frente a um supermercado do Bairro Maracanã, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) suspeita que ele tenha morrido por causa do frio.
O corpo do homem foi levado para o Instituto Médico Legal de Anápolis, onde passou por exames para confirmar a causa da morte. O laudo ainda não foi divulgado.
De acordo com a equipe do Samu, o homem não tinha sinais de agressão pelo corpo, estava com agasalho e cobertor, mas o médico suspeitou de hipotermia porque estava muito frio. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura na cidade caiu para 7°C neste domingo.
Outro morador de rua foi encontrado morto na cidade, no sábado (6), sem sinais de agressão. Desta vez, na Avenida JK, no Bairro JK. No entanto, neste caso, a equipe que atendeu à ocorrência não registrou a suspeita de que o frio motivou a morte.
Após as mortes, a Prefeitura de Anápolis cedeu os alojamentos femininos e masculinos do Ginásio Internacional Newton de Faria para pessoas desabrigadas passarem a noite. No local, a população pode dormir em camas com colchões, lençóis, travesseiros e cobertores. Os abrigados também vão receber comida.
O G1 entrou em contato com a Polícia Civil em Anápolis para saber se as mortes são investigadas e aguarda retorno.
Curitiba: Um homem morreu nesta segunda-feira (08), em Curitiba, depois de ter sido resgatado na rua. Ele foi levado a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não resistiu. A cidade amanheceu com 2°C nos termômetros. Essa pode ter sido a primeira morte por frio registrada neste inverno.
Uma perícia vai confirmar a causa da morte, mas é provável que a vítima tenha morrido por complicações relacionadas ao frio. A Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba acompanha as investigações.
O homem não teve a identidade e a idade divulgadas. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, ele foi resgatado pela PM-PR (Polícia Militar do Paraná) e encaminhado para a UPA do Boa Vista, na região norte da cidade.
Nesta segunda-feira (08), Curitiba amanheceu com 2°C nos termômetros. No sábado (06), a capital registrou mínima de -1,6°C. Apesar de o frio estar perdendo intensidade, as temperaturas seguem baixas pelo menos até sexta-feira (12).
As ações de acolhimento da população em situação de rua foram intensificadas na semana passada. O trabalho continua com horário estendido pelos próximos dias, sempre que a temperatura mínima prevista foi igual ou menor a 9°C.
O presidente da FAS, Thiago Ferro, orienta a população sobre como proceder ao avistar uma pessoa que possivelmente precisa de ajuda.
“O grande problema da pessoa em situação de rua é quando ela está envolvida com embriaguez ou uso de entorpecente, porque aí ela perde a sensibilidade e às vezes entra em estado de hipotermia, que pode levar à morte”, explicou.
Há informações fundamentais para ajudar o serviço de atendimento, como endereço correto e a presença de crianças.
“É importantíssimo, ao ligar para o telefone 156, informar se é homem ou mulher, idade, e principalmente se está com criança. Essas informações junto ao endereço são suficientes para que possamos fazer a abordagem”, completou.
Quase 500 pessoas em situação de rua têm sido acolhidas nos Centros da FAS nos últimos dias. Foram 496 pernoites na sexta (05), 439 no sábado (06) e 485 no domingo (07).
O contato com a prefeitura pode ser feito por meio do telefone 156 ou do aplicativo Curitiba 156.
Belo Horizonte: O frio recorde registrado em Belo Horizonte – desde a década de 1970 não é anotada um temperatura tão baixa quanto na madrugada de domingo (7) – pode ter feito a primeira vítima. Um homem em situação de rua, de 61 anos, foi encontrado morto na Praça Salermo, no bairro Aparecida, na região Noroeste capital, na manhã seguinte à madrugada mais gelada das últimas décadas, quando os termômetros anotaram 5,7ºC.
São Paulo: Ao menos três pessoas morreram nas ruas de São Paulo em meio à onda de frio que atinge a capital paulista —a madrugada deste sábado (6), foi a mais fria dos últimos três anos na cidade, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), com 7,4ºC.
Um corpo ainda não identificado foi encontrado pela Polícia Militar em Itaquera, zona leste de SP, na rua Professor Leonídio Allegreti às 6h55 deste sábado. O homem estava deitado em um colchonete na calçada, sem sinais vitais e sem vestígios de violência. O Samu foi acionado pela PM e constatou a morte.
Outro caso ocorreu na manhã de sexta (5), no metrô Barra Funda, zona oeste de SP. Um segurança do metrô foi acionado por uma passageira, que viu um homem desacordado na escada de acesso ao terminal de ônibus.
Os agentes encontraram o rapaz, identificado como Gabriel Leguthe Lafott, 22, às 9h15, já sem sinais de vida. O caso foi registrado na Delpom (Delegacia do Metropolitano), que fica na própria estação. Gabriel vivia nas ruas de SP e já havia sido atendido em serviços da prefeitura.
De acordo com agentes, Gabriel estava sem nenhum tipo de proteção contra o frio e alcoolizado.
Em nota, o Metrô lamentou o caso. “O frio e a chuva que atingiram a cidade de São Paulo nestes últimos dias foram especialmente severos para a população em situação de rua. O Metrô lamenta a morte e o fato de pessoas em situação de rua precisarem buscar abrigo em um terminal de ônibus.”
O terceiro caso ocorreu durante à tarde, na rua Dr. Pacheco e Silva, no Canindé, região central de São Paulo. A polícia foi acionada e encontrou o homem já morto, sem sinais de violência.
Conhecido como Moreno, ele não carregava documentos. Segundo testemunhas, o homem era um morador de rua, mas não costumava ficar pela região. O caso foi registrado no 12º Distrito Policial (Pari) como morte suspeita.
De acordo com pessoas que o conheciam, Moreno não aceitava ser levado para abrigos por ter sofrido preconceito nos equipamentos, já que era homossexual.
O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua, afirma que os trabalhos têm se intensificado nessa onda de frio.
“Temos feito mutirões, saímos para a rua para procurar e ver como as pessoas estão”, diz ele, que relatou dois casos extremos encontrados na madrugada deste sábado: um homem com os cobertores molhados e outro com pneumonia.
“A gente tem que se preocupar com quem está sozinho, que é quem está desprotegido e corre mais risco. Tem que aquecer as extremidades do corpo, como pés e mãos, e dar bebida quente. Dependendo da situação, é preciso chamar o socorro”, diz o padre.
Segundo Robson Mendonça, presidente do Movimento Estadual de População em Situação de Rua, a abordagem feita pela prefeitura está mais demorada neste inverno do que nos anos anteriores devido a cortes recorrentes no orçamento da Assistência Social, que comprometeram a abrangência do serviço. "Neste ano está mais complicado, as reclamações são mais numerosas", diz.
Procurada, a secretaria de Assistência Social não respondeu os questionamentos da reportagem a respeito da maior demora na abordagem de moradores de rua.
A prefeitura diz que, nesta madrugada, fez 162 acolhimentos de moradores de rua, e 24 pessoas recusaram o acolhimento.
Quem encontrar uma pessoa na rua precisando de ajuda deve ligar para o telefone 156, da prefeitura, e fornecer dados detalhados da pessoa e o endereço onde ela pode ser localizada pelas equipes de abordagem.
Segundo a prefeitura, há 18.411 vagas para acolhimento na capital, além de vagas emergenciais que são abertas em épocas de baixas temperaturas.
O último censo, de 2015, calculava em 16 mil o número de pessoas vivendo nas ruas da capital, mas estima-se que hoje, três anos depois, o número total possa ser até o dobro disso.
O morador de rua não pode ser obrigado a ir a um abrigo. Os assistentes sociais podem convidá-lo, mas a decisão de dormir em um centro de acolhida é só dele. Se ele estiver com visíveis e graves problemas de saúde, os assistentes devem acionar o Samu, que levará a pessoa para um hospital.
Neste domingo, as temperaturas na capital devem registrar mínima de 5ºC e máxima de 16ºC. Não há previsão de chuva. Apesar do frio, o sol volta brilhar na capital, de acordo com previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).
A partir da segunda-feira (8), o frio diminui, e os termômetros vão variar entre mínimas de 6ºC e máximas de 18ºC, também sem chuva.
É possível que uma temperatura mais baixa do que a deste fim de semana seja registrada, pois o inverno ainda está no início.
Porto Alegre: Foi identificado como Cleber Luis Costa da Silva, o homem que morreu de frio em Porto Alegre na madrugada de sexta-feira (5). O homem foi encontrado pela Brigada Militar na rua Duque de Caxias, no Centro Histórico.
Cleber, que completaria 51 anos nos próximos dias, era jornalista e estava desempregado. O corpo foi velado na tarde deste sábado (6) na capela M do Cemitério São Miguel e Almas. O enterro aconteceu às 14h30.
A família do jornalista é de origem humilde e não possuía recursos para arcar com as despesas. Amigos e ex colegas arcaram com as despesas para o Cleber não fosse enterrado como indigente. Ele foi reconhecido pelo, também, jornalista Silvio Ribeiro. Ele havia ficado com um currículo da vitima na semana passada.
Formado pela Ulbra, Cleber trabalhou em jornais de bairro e do comércio. Também idealizou “Futebol Feminino em Revista”. Ele não deixa mulher e filhos.
Um casal e uma criança de dois anos foram achados mortos dentro de casa na noite desta terça-feira (9) em Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo.
A principal suspeita da polícia é de que a família tenha morrido asfixiada após ter inalado fumaça de uma churrasqueira a carvão que estava instalada dentro do cômodo em que eles estavam.
O objeto, diz a polícia, pode ter sido usado para aquecer o quarto da família do frio que atinge a Grande São Paulo desde a última semana.
Morreram Uildes Lima Moreira, 27, Brenno Pinheiro, 2, e a mulher, ainda não identificada pela Polícia Civil.
Goiânia: Um morador de rua foi encontrado morto, no início da manhã deste domingo (7), em frente a um supermercado do Bairro Maracanã, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) suspeita que ele tenha morrido por causa do frio.
O corpo do homem foi levado para o Instituto Médico Legal de Anápolis, onde passou por exames para confirmar a causa da morte. O laudo ainda não foi divulgado.
De acordo com a equipe do Samu, o homem não tinha sinais de agressão pelo corpo, estava com agasalho e cobertor, mas o médico suspeitou de hipotermia porque estava muito frio. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura na cidade caiu para 7°C neste domingo.
Outro morador de rua foi encontrado morto na cidade, no sábado (6), sem sinais de agressão. Desta vez, na Avenida JK, no Bairro JK. No entanto, neste caso, a equipe que atendeu à ocorrência não registrou a suspeita de que o frio motivou a morte.
Após as mortes, a Prefeitura de Anápolis cedeu os alojamentos femininos e masculinos do Ginásio Internacional Newton de Faria para pessoas desabrigadas passarem a noite. No local, a população pode dormir em camas com colchões, lençóis, travesseiros e cobertores. Os abrigados também vão receber comida.
O G1 entrou em contato com a Polícia Civil em Anápolis para saber se as mortes são investigadas e aguarda retorno.
Curitiba: Um homem morreu nesta segunda-feira (08), em Curitiba, depois de ter sido resgatado na rua. Ele foi levado a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não resistiu. A cidade amanheceu com 2°C nos termômetros. Essa pode ter sido a primeira morte por frio registrada neste inverno.
Uma perícia vai confirmar a causa da morte, mas é provável que a vítima tenha morrido por complicações relacionadas ao frio. A Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba acompanha as investigações.
O homem não teve a identidade e a idade divulgadas. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, ele foi resgatado pela PM-PR (Polícia Militar do Paraná) e encaminhado para a UPA do Boa Vista, na região norte da cidade.
Nesta segunda-feira (08), Curitiba amanheceu com 2°C nos termômetros. No sábado (06), a capital registrou mínima de -1,6°C. Apesar de o frio estar perdendo intensidade, as temperaturas seguem baixas pelo menos até sexta-feira (12).
As ações de acolhimento da população em situação de rua foram intensificadas na semana passada. O trabalho continua com horário estendido pelos próximos dias, sempre que a temperatura mínima prevista foi igual ou menor a 9°C.
O presidente da FAS, Thiago Ferro, orienta a população sobre como proceder ao avistar uma pessoa que possivelmente precisa de ajuda.
“O grande problema da pessoa em situação de rua é quando ela está envolvida com embriaguez ou uso de entorpecente, porque aí ela perde a sensibilidade e às vezes entra em estado de hipotermia, que pode levar à morte”, explicou.
Há informações fundamentais para ajudar o serviço de atendimento, como endereço correto e a presença de crianças.
“É importantíssimo, ao ligar para o telefone 156, informar se é homem ou mulher, idade, e principalmente se está com criança. Essas informações junto ao endereço são suficientes para que possamos fazer a abordagem”, completou.
Quase 500 pessoas em situação de rua têm sido acolhidas nos Centros da FAS nos últimos dias. Foram 496 pernoites na sexta (05), 439 no sábado (06) e 485 no domingo (07).
O contato com a prefeitura pode ser feito por meio do telefone 156 ou do aplicativo Curitiba 156.
Belo Horizonte: O frio recorde registrado em Belo Horizonte – desde a década de 1970 não é anotada um temperatura tão baixa quanto na madrugada de domingo (7) – pode ter feito a primeira vítima. Um homem em situação de rua, de 61 anos, foi encontrado morto na Praça Salermo, no bairro Aparecida, na região Noroeste capital, na manhã seguinte à madrugada mais gelada das últimas décadas, quando os termômetros anotaram 5,7ºC.
São Paulo: Ao menos três pessoas morreram nas ruas de São Paulo em meio à onda de frio que atinge a capital paulista —a madrugada deste sábado (6), foi a mais fria dos últimos três anos na cidade, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), com 7,4ºC.
Um corpo ainda não identificado foi encontrado pela Polícia Militar em Itaquera, zona leste de SP, na rua Professor Leonídio Allegreti às 6h55 deste sábado. O homem estava deitado em um colchonete na calçada, sem sinais vitais e sem vestígios de violência. O Samu foi acionado pela PM e constatou a morte.
Outro caso ocorreu na manhã de sexta (5), no metrô Barra Funda, zona oeste de SP. Um segurança do metrô foi acionado por uma passageira, que viu um homem desacordado na escada de acesso ao terminal de ônibus.
Os agentes encontraram o rapaz, identificado como Gabriel Leguthe Lafott, 22, às 9h15, já sem sinais de vida. O caso foi registrado na Delpom (Delegacia do Metropolitano), que fica na própria estação. Gabriel vivia nas ruas de SP e já havia sido atendido em serviços da prefeitura.
De acordo com agentes, Gabriel estava sem nenhum tipo de proteção contra o frio e alcoolizado.
Em nota, o Metrô lamentou o caso. “O frio e a chuva que atingiram a cidade de São Paulo nestes últimos dias foram especialmente severos para a população em situação de rua. O Metrô lamenta a morte e o fato de pessoas em situação de rua precisarem buscar abrigo em um terminal de ônibus.”
O terceiro caso ocorreu durante à tarde, na rua Dr. Pacheco e Silva, no Canindé, região central de São Paulo. A polícia foi acionada e encontrou o homem já morto, sem sinais de violência.
Conhecido como Moreno, ele não carregava documentos. Segundo testemunhas, o homem era um morador de rua, mas não costumava ficar pela região. O caso foi registrado no 12º Distrito Policial (Pari) como morte suspeita.
De acordo com pessoas que o conheciam, Moreno não aceitava ser levado para abrigos por ter sofrido preconceito nos equipamentos, já que era homossexual.
O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua, afirma que os trabalhos têm se intensificado nessa onda de frio.
“Temos feito mutirões, saímos para a rua para procurar e ver como as pessoas estão”, diz ele, que relatou dois casos extremos encontrados na madrugada deste sábado: um homem com os cobertores molhados e outro com pneumonia.
“A gente tem que se preocupar com quem está sozinho, que é quem está desprotegido e corre mais risco. Tem que aquecer as extremidades do corpo, como pés e mãos, e dar bebida quente. Dependendo da situação, é preciso chamar o socorro”, diz o padre.
Segundo Robson Mendonça, presidente do Movimento Estadual de População em Situação de Rua, a abordagem feita pela prefeitura está mais demorada neste inverno do que nos anos anteriores devido a cortes recorrentes no orçamento da Assistência Social, que comprometeram a abrangência do serviço. "Neste ano está mais complicado, as reclamações são mais numerosas", diz.
Procurada, a secretaria de Assistência Social não respondeu os questionamentos da reportagem a respeito da maior demora na abordagem de moradores de rua.
A prefeitura diz que, nesta madrugada, fez 162 acolhimentos de moradores de rua, e 24 pessoas recusaram o acolhimento.
Quem encontrar uma pessoa na rua precisando de ajuda deve ligar para o telefone 156, da prefeitura, e fornecer dados detalhados da pessoa e o endereço onde ela pode ser localizada pelas equipes de abordagem.
Segundo a prefeitura, há 18.411 vagas para acolhimento na capital, além de vagas emergenciais que são abertas em épocas de baixas temperaturas.
O último censo, de 2015, calculava em 16 mil o número de pessoas vivendo nas ruas da capital, mas estima-se que hoje, três anos depois, o número total possa ser até o dobro disso.
O morador de rua não pode ser obrigado a ir a um abrigo. Os assistentes sociais podem convidá-lo, mas a decisão de dormir em um centro de acolhida é só dele. Se ele estiver com visíveis e graves problemas de saúde, os assistentes devem acionar o Samu, que levará a pessoa para um hospital.
Neste domingo, as temperaturas na capital devem registrar mínima de 5ºC e máxima de 16ºC. Não há previsão de chuva. Apesar do frio, o sol volta brilhar na capital, de acordo com previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).
A partir da segunda-feira (8), o frio diminui, e os termômetros vão variar entre mínimas de 6ºC e máximas de 18ºC, também sem chuva.
É possível que uma temperatura mais baixa do que a deste fim de semana seja registrada, pois o inverno ainda está no início.
Porto Alegre: Foi identificado como Cleber Luis Costa da Silva, o homem que morreu de frio em Porto Alegre na madrugada de sexta-feira (5). O homem foi encontrado pela Brigada Militar na rua Duque de Caxias, no Centro Histórico.
Cleber, que completaria 51 anos nos próximos dias, era jornalista e estava desempregado. O corpo foi velado na tarde deste sábado (6) na capela M do Cemitério São Miguel e Almas. O enterro aconteceu às 14h30.
A família do jornalista é de origem humilde e não possuía recursos para arcar com as despesas. Amigos e ex colegas arcaram com as despesas para o Cleber não fosse enterrado como indigente. Ele foi reconhecido pelo, também, jornalista Silvio Ribeiro. Ele havia ficado com um currículo da vitima na semana passada.
Formado pela Ulbra, Cleber trabalhou em jornais de bairro e do comércio. Também idealizou “Futebol Feminino em Revista”. Ele não deixa mulher e filhos.
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