CANNAB ENTRA COM PEDIDO NA JUSTIÇA PARA CULTIVAR MACONHA MEDICINAL PARA CRIAÇÃO DE REMÉDIOS.
#Cannab atende 50 paciente com remédios expecíficos extraídos da maconha.
Associação Para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (Cannab) entrou com um pedido de liminar na 6ª Vara da Justiça Federal, nesta segunda-feira (19), para obter a liberação para o plantio, o cultivo e a extração do óleo medicinal de CBD. A instituição foi criada em Salvador, no ano passado, e reúne pacientes que precisam da Cannabis como medicação.
No total, 50 pacientes serão beneficiados caso a decisão da Justiça seja favorável. A decisão está nas mãos da juíza Rosana Noya Alves Weibel Kaufmann. O presidente da Associação, Leandro Stelitano, informou que o número de pessoas que precisa da medicação é maior, e que uma nova liminar será impetrada nos próximos dias.
"Entramos com uma liminar para 50 pacientes porque são aqueles que conseguiram a receita e o relatório médico que atestam a necessidade da medicação, mas temos mais de 300 pessoas cadastradas no nosso site. A maioria dos pacientes tem dificuldade para conseguir a prescrição médica, e os médicos que prescrevem essa receita cobram muito caro pela consulta", afirmou.
Leandro contou que para tentar contornar a situação, a Associação está levando os pacientes, alguns do interior do estado, para consultas com especialistas no Instituto de Neurologia, em Salvador. "Temos seis neurologistas que apoiam a Associação. A medida que os pacientes conseguirem as receitas e os relatórios vamos acionar novamente a Justiça", disse.
A maioria dos pacientes é portadora de epilepsia refratária de difícil controle, mas também há pacientes com Parkinson, autismo, esclerose múltipla e a própria microcefalia. Todos, a maioria de baixa renda, estão na fila da cannabis para se tratar com o CBD ou até com o chamado THC (Tetraidrocanabidiol), que, a depender da planta, também compõe o óleo e pode ajudar no tratamento de doenças como o câncer, por exemplo.
Não existe prazo para a decisão sobre o pedido de liminar, mas os advogados da Associação acreditam que a Justiça dê uma resposta em até dez dias, como acontece em outros casos de pedido de liminar.
Uso recreativo: Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 64,6% dos brasileiros são contrários a liberação do uso recreativo da Cannabis. No total, 30,7% apoiaram a decisão e 4,7% não souberam ou não quiseram opinar.
Diferente do que propõe a Associação - que trata do uso medicinal da maconha - a análise pediu que moradores dos 26 estados e do Distrito Federal comentassem sobre a liberação da droga de uma forma geral.
O Instituto aplicou os questionários online, para 2.402 pessoas, com 16 anos ou mais, em 208 municípios. A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de fevereiro de 2018, e a margem de erro é de 2%. No total, 80% dos entrevistados tinha escolaridade até o Ensino Médio, e os outros 20% Ensino Superior. Na amostragem, 48% eram homens e 52% mulheres.
Associação Para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (Cannab) entrou com um pedido de liminar na 6ª Vara da Justiça Federal, nesta segunda-feira (19), para obter a liberação para o plantio, o cultivo e a extração do óleo medicinal de CBD. A instituição foi criada em Salvador, no ano passado, e reúne pacientes que precisam da Cannabis como medicação.
No total, 50 pacientes serão beneficiados caso a decisão da Justiça seja favorável. A decisão está nas mãos da juíza Rosana Noya Alves Weibel Kaufmann. O presidente da Associação, Leandro Stelitano, informou que o número de pessoas que precisa da medicação é maior, e que uma nova liminar será impetrada nos próximos dias.
"Entramos com uma liminar para 50 pacientes porque são aqueles que conseguiram a receita e o relatório médico que atestam a necessidade da medicação, mas temos mais de 300 pessoas cadastradas no nosso site. A maioria dos pacientes tem dificuldade para conseguir a prescrição médica, e os médicos que prescrevem essa receita cobram muito caro pela consulta", afirmou.
Leandro contou que para tentar contornar a situação, a Associação está levando os pacientes, alguns do interior do estado, para consultas com especialistas no Instituto de Neurologia, em Salvador. "Temos seis neurologistas que apoiam a Associação. A medida que os pacientes conseguirem as receitas e os relatórios vamos acionar novamente a Justiça", disse.
A maioria dos pacientes é portadora de epilepsia refratária de difícil controle, mas também há pacientes com Parkinson, autismo, esclerose múltipla e a própria microcefalia. Todos, a maioria de baixa renda, estão na fila da cannabis para se tratar com o CBD ou até com o chamado THC (Tetraidrocanabidiol), que, a depender da planta, também compõe o óleo e pode ajudar no tratamento de doenças como o câncer, por exemplo.
Não existe prazo para a decisão sobre o pedido de liminar, mas os advogados da Associação acreditam que a Justiça dê uma resposta em até dez dias, como acontece em outros casos de pedido de liminar.
Uso recreativo: Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 64,6% dos brasileiros são contrários a liberação do uso recreativo da Cannabis. No total, 30,7% apoiaram a decisão e 4,7% não souberam ou não quiseram opinar.
Diferente do que propõe a Associação - que trata do uso medicinal da maconha - a análise pediu que moradores dos 26 estados e do Distrito Federal comentassem sobre a liberação da droga de uma forma geral.
O Instituto aplicou os questionários online, para 2.402 pessoas, com 16 anos ou mais, em 208 municípios. A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de fevereiro de 2018, e a margem de erro é de 2%. No total, 80% dos entrevistados tinha escolaridade até o Ensino Médio, e os outros 20% Ensino Superior. Na amostragem, 48% eram homens e 52% mulheres.
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| Cannab pede licença para cultivar maconha para criar remédios |

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