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FILME SOBRE LUTA INDÍGENA NO BRASIL GANHA SEGUNDO MAIOR PRÊMIO DE CANNES.

#Filme conta a história do índio Ihjãc, um jovem da tribo Kraho que vive em uma região tropical no norte do Brasil e quer fugir de lá para tentar parar os pesadelos que têm desde a morte do pai.


O aclamado Festival de Cannes, que reúne os melhores filmes e roteiros do mundo, se transformou em oportunidade para aplificar as reivindicações de indígenas brasileiros através do tema abordado na obra "Chuva é cantoria na aldeia dos mortos", que foi escolhido para receber o prêmio especial do júri de Um Certo Olhar.

Um certo olhar é a segunda categoria mais importante de Cannes e premeia obras disruptivas, que apontam histórias alternativas ao cinema tradicional e que inovam nos temas de debate. Além disso, o prêmio valoriza novos cineastas.

A premiação também é reconhecido por homenagear povos silenciados historicamente, como destacaram os diretores do filme, a brasileira Renée Nader Messora e o português João Salaviza, que receberam o prêmio juntos dos protagonistas, Henrique Ihjãc Kraho e Raene Kôtô Kraho, membros da etnia Kraho.

Ihjãc Kraho vestia uma camiseta com a inscrição "Demarcação já", em alusão ao pedido de reconhecimento e a demarcação das terras que fazem parte das etnias Kraho, Fulni-ô, Kayapó, Yawalapiti, Truká ou Khariri-Xocó.

"Para nós o importante é trazer a mensagem de que há outras vozes no Brasil que necessitam ser escutadas e que o Estado está aniquilando esses povos todos os dias", afirmou a diretora.

Mais que ganhar o prêmio, os diretores destacaram que Cannes é um lugar especial para disseminar mensagens sobre a luta indígena para um público maior e global.

"Todas as oportunidades que tivemos para mostrar o que se passa no Brasil, nós aproveitamos ", acrescentou Nader.

Enquanto recebia o prêmio, Salaviza também se referiu à voz das 2.000 etnias indígenas do Brasil e à importância que filmes como o seu têm para contar os problemas desses povos.

O documentário conta a história do índio Ihjãc, um jovem da tribo Kraho que vive em uma região tropical no norte do Brasil e quer fugir de lá para tentar parar os pesadelos que têm desde a morte do pai.

Em primeiro lugar nesta categoria ficou o filme "Gräns", do iraniano Ali Abbasi, no qual uma policial que trabalha na aduana de um aeroporto e duvida pela primeira vez das suas próprias capacidades quando se depara com um suspeito pelo qual acabará se sentindo atraída.

Filme sobre luta indígena do Brasil ganha prêmio mais importânte de Cannes

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