GRUPO DE DIREITOS DIGITAIS SE DIZ CONTRÁRIO AO USO DE RECONHECIMENTO FACIAL EM SHOWS E APRESENTAÇÕES.
#Reconhecimento facial tem se tornado bastante popular devido a sua evolução, já é possível desbloquear o smartphone usando o método, e até realizar pagamentos em lojas apenas usando o rosto. Mesmo com a adoção do método sendo cada vez mais frequente, algumas pessoas acreditam que ela pode representar um perigo.
Segundo o grupo de direitos digitais Flight for the Future, uso da tecnologia em shows representa uma 'forma de vigilância excepcionalmente perigosa' para os fãs
A tecnologia de reconhecimento facial tem se tornado bastante popular. Devido a sua evolução, já é possível desbloquear o smartphone usando o método, e até realizar pagamentos em lojas apenas usando o rosto. Mesmo com a adoção do método sendo cada vez mais frequente, algumas pessoas acreditam que ela pode representar um perigo para as pessoas.
Tom Morello, ex-membro do Rage Against The Machine, e a banda Speedy Ortiz se juntaram à campanha do grupo de direitos digitais Flight for the Future, que tem como objetivo impedir que empresas usem o sistema de reconhecimento facial como uma alternativa para o uso de ingressos para eventos.
Eles argumentam que essa tecnologia pode ser usada para atingir diretamente os fãs de música. Em um tuíte, Tom Morello disse: "Eu não quero um Big Brother nos meus shows alvejando fãs por assédio, deportação ou prisão. É por isso que estou participando desta campanha pedindo ao @Ticketmaster e outros que não usem #reconhecimentofacial em festivais e shows".
O grupo Flight for the Future acrescentou: "Os fãs de música devem se sentir seguros e respeitados em festivais e shows, não sujeitos a vigilância biométrica invasiva. O reconhecimento facial é uma forma de vigilância excepcionalmente perigosa. Permite o monitoramento onipresente de toda uma multidão e pode ser facilmente usado para identificar fãs com posse de drogas, com alguma pendência de imigração ou com mandados de prisão."
O alvo principal da campanha é a empresa Live Nation, promotora de eventos, que anunciou em maio de 2018 que, para os fãs não usarem ingressos, estava se unindo à Blink Identity, que usa tecnologia para escanear o rosto das pessoas na entrada dos locais de concerto.
O uso de reconhecimento facial: Embora a adoção desse sistema indique a redução de filas, houve alguns problemas envolvendo o uso dessa tecnologia no passado. Durante um show da cantora Taylor Swift em 2018, o sistema foi utilizado para identificar perseguidores – os famosos stalkers. Na China, um homem foi preso por crimes financeiros durante um show de um popular astro do país.
No Brasil, durante o carnaval deste ano, um sistema de reconhecimento facial composto por 28 câmeras foi instalado nas ruas de Copacabana, no Rio de Janeiro. A tecnologia foi responsável por identificar quatro criminosos que estavam com mandados de prisão em aberto.
Entretanto, usando o mesmo sistema no Rio, uma mulher foi identificada e presa por engano após o sistema de reconhecimento facial, que usa inteligência artificial, identificá-la como sendo uma criminosa condenada em junho a sete anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver.
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| Grupo de direitos digitais se diz contrário ao uso de reconhecimento facial |

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