MERCADO GLOBAL DA MACONHA PODE BATER A MARCA DE US$ 56.7 BILHÕES EM 2026.
#Países de todo o mundo estão rapidamente se rendendo à planta por meio da aprovação de novas leis e regulamentações. Segundo dados apresentados na CannX referentes a uma pesquisa realizada esse ano com 11 mil pacientes no Canadá – o primeiro do G7 a legalizar completamente a Cannabis.
Raphael Mechoulam, o primeiro cientista a isolar e estudar os componentes da Cannabis na década de 1960 (ele foi o criador do termo “canabinóides”), deu o tom das palestras que se seguiram. “Já sabemos que a planta tem efeito sobre quase todas as doenças que afetam os seres humanos. Ótimo. Mas onde estão os novos testes clínicos?”, perguntou o “poderoso chefão” do universo canábico, ativo e influente aos 88 anos.
Nos fóruns realizados ao longo do dia, assistidos por cerca de mil empresários, médicos e cientistas de 30 países, discutiram-se as incertezas que ainda permeiam a administração de Cannabis medicinal aos pacientes. Elas são em grande parte motivadas pelo fato de cada paciente apresentar uma reação própria a diferentes dosagens e espécies de Cannabis – que é, afinal de contas, uma planta, e não um elemento químico estável. “Hoje ela está sendo ministrada de forma personalizada para cada paciente”, comentou Mechoulam.
Apesar disso, países de todo o mundo estão rapidamente se rendendo à planta por meio da aprovação de novas leis e regulamentações. O número de pacientes cresce exponencialmente, e já é possível realizar pesquisas que indicam seu perfil. Segundo dados apresentados na CannX referentes a uma pesquisa realizada esse ano com 11 mil pacientes no Canadá – o primeiro do G7 a legalizar completamente a Cannabis – traçou o perfil dos principais consumidores da Cannabis medicinal: são mulheres, com idade média de 51 anos, formação superior e casadas. Em sua maioria, recorrem à Cannabis para tratamento de dores crônicas, preferindo tomá-la por via oral, na forma de pastilhas ou gotas. Só 18% do público apontou preferir métodos por inalação (inalador ou cigarro). A conferência prossegue amanhã e, em maio de 2020, ela será levada ao Brasil.
![]() |
| Mercado da maconha pode superar os US$ 56.7 bilhões |

Nenhum comentário