ROUBO DE ESTATUAS CHAMA ATENÇÃO EM SÃO PAULO.
#Monumentos e buços do centro estão sendo retirados para manutenção e roubados em seguida para o uso de droga por quem circula e mora nas praças do região central de São Paulo.
A polícia prendeu em flagrante dois homens no momento em que carregavam uma estátua de bronze furtada no Largo do Arouche, no Centro de São Paulo na noite desta terça-feira (17). O monumento com a imagem do escritor Vicente de Carvalho, fazia parte de um conjunto de bustos que homenageava cinco imortais da Academia Paulista de Letras.
A polícia abordou os dois homens porque suspeitou do peso do objeto que eles carregavam e recuperaram a estátua.
O busto de Vicente de Carvalho era um dos cinco monumentos que compunham o conjunto de obras no Arouche conhecido como Jardim dos Escritores. Os outros são de Afonso de Taunay e Luiz Gama. Os bustos do Poeta Cícero e de Aureliano Leite foram furtados há muito tempo.
Outro furto: Outro monumento de bronze já tinha furtado no Centro de São Paulo em julho. A escultura "Diana, a Caçadora" foi furtada da Praça Pedro Lessa, no Vale do Anhangabaú, durante as obras de requalificação da área no Centro de São Paulo. A base da estátua foi danificada durante o furto.
Exemplo gaúcho: Retiradas das ruas de Porto Alegre após passarem por depredações ou tentativas de furto, e reunidas na exposição Monumentos & Arte: a História da Cidade em Risco, no Memorial do Rio Grande do Sul, quatro obras de arte — uma delas centenária — passaram, nesta semana, por um ritual tecnológico, que deve garantir sua sobrevivência no futuro. Os monumentos ao Prefeito Loureiro da Silva e ao Irmão Weibert, a placa de bronze da Avenida Júlio de Castilhos e o famoso Menino da Cornucópia que costumava embelezar um dos chafarizes da Redenção foram escaneados e devem ter seus dados digitalizados em três dimensões até o fim de setembro. Após esse processo, as obras poderão ser replicadas ou terem suas peças substituídas em caso de avarias.
"A partir de agora, é um pouco mais demorado, porque esses arquivos são muito pesados. Mas até o fim do mês esperamos ter os modelos digitais". conta Fabio Pinto da Silva, professor do curso de Design e pesquisador do Laboratório de Design e Seleção de Materiais (LDSM) da UFRGS.
A atividade realizada na última terça-feira (10) e aberta ao público contou com a participação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado dos cursos de Design e Engenharia de Materiais da UFRGS. Foi um trabalho a várias mãos. Enquanto Fabio fazia a leitura da peça, com um equipamento que lembra o formato de um ferro de passar roupa e emite um feixe de luz sobre o objeto, um dos alunos segurava o computador ao qual o scanner estava ligado. Na tela, era possível observar a progressão do escaneamento.
A partir de agora, os dados serão processados através de um software que irá criar, a partir dos vértices da peça, uma malha tridimensional que poderá ser utilizada tanto para a criação da versão digital em 3D quanto de uma eventual materialização. Nesse caso, há dois processos possíveis: a impressão em 3D e a chamada usinagem por Comando Numérico Computadorizado (CNC), quando um bloco de material é inserido em um equipamento que "esculpe" a peça a partir de diretrizes — mais usado nos modelos de grande porte.
A versão digital das obras — arquivos mais leves, com tecnologia semelhante à utilizada nos jogos digitais — deve ser disponibilizada para acesso público nos próximos meses. Assim como o Laçador, que passou pelo processo em 2011, e a placa do Monumento a Bento Gonçalves (posteriormente furtada), elas ficarão hospedadas no site do laboratório.
— Temos trabalhado com a digitalização de patrimônio cultural, peças de museu e prédios históricos. Isso vai permitir fazer réplicas, peças em tamanho real, ou até maiores. Poderão voltar para a rua — diz Fabio.
No museu: Todos os 28 bustos, estátuas, placas e painéis da exposição Monumentos & Arte: a História da Cidade em Risco, inaugurada terça-feira no Memorial do Rio Grande do Sul, estão quebrados, decepados, amassados ou foram recuperados depois da investida de ladrões.
As visitações estão abertas no Memorial do Rio Grande do Sul até 29 de setembro: de terças a sábados, das 10h às 18h, e aos domingos e feriados, das 13h às 17h. A entrada é gratuita.
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